Aprendendo a orar com Jesus
Os discípulos viram Jesus orar muitas vezes, e um dia pediram que ele os ensinasse. A resposta, registrada em Mateus 6:5-15, é ao mesmo tempo simples e profunda. Antes de dar um modelo, ele corrige dois erros comuns.
Dois erros que Jesus aponta
- Orar para ser visto. Quem usa a oração para impressionar pessoas já recebeu a sua recompensa: a atenção delas. Jesus recomenda um lugar reservado, onde o Pai, que vê em secreto, ouve.
- Falar muito, como se Deus fosse convencido por volume de palavras. O Pai já sabe do que precisamos antes de pedirmos. A oração não é para informá-lo, mas para nos aproximarmos dele.
O modelo: uma estrutura para o coração
A oração que Jesus ensina tem uma ordem que vale a pena observar:
- Quem é Deus: um Pai, a quem pertencem o nome, o reino e a vontade. Começamos olhando para ele, e não para a lista de pedidos.
- O que precisamos: o pão de cada dia, ou seja, a provisão do dia que temos, sem ansiedade pelo amanhã.
- O que nos separa dos outros e dele: o perdão que recebemos e o perdão que damos.
- Proteção: livramento da tentação e do mal.
O perdão faz parte da oração
Logo depois do modelo, Jesus volta a um ponto: quem não perdoa as pessoas terá dificuldade em viver o perdão de Deus. Não é uma troca de favores, e sim um alerta de que um coração duro bloqueia a comunhão com o Pai.
Para praticar hoje
- Reserve dez minutos em um lugar tranquilo, sem tela.
- Use a estrutura como roteiro, com as suas palavras: comece reconhecendo quem Deus é; depois, apresente o que você precisa hoje; confesse e perdoe; peça proteção.
- Se uma pessoa vier à mente que você ainda não perdoou, entregue isso a Deus ali mesmo.
- Repita por sete dias: a oração se aprende orando.
O Pai quer ouvir você, não impressionar ninguém.