Perdoar setenta vezes sete
Pedro achou que estava sendo generoso. Perguntou a Jesus se bastava perdoar até sete vezes, o que já era bem mais do que os mestres da época costumavam ensinar. A resposta de Jesus (Mateus 18:21-22) desmontou a conta: setenta vezes sete.
O ponto não é a matemática
Ninguém deve ficar com uma planilha de ofensas, parando de perdoar na ofensa de número 491. Jesus quer mostrar que o perdão não é um estoque que acaba. É uma atitude de vida, que nasce de entender o quanto fomos perdoados.
Logo depois dessa resposta, Jesus conta a parábola do servo que devia uma quantia impagável e foi perdoado, mas não perdoou um colega que lhe devia pouco. A lição é direta: quem entende o tamanho da própria dívida perdoada por Deus tem motivo para perdoar o próximo.
O que perdoar é e o que não é
- É entregar a Deus o direito de cobrar, e escolher não alimentar a amargura.
- É processo: às vezes é preciso perdoar de novo, quando a dor volta.
- Não é fingir que nada aconteceu, nem dizer que o erro foi pequeno.
- Não é voltar a se expor a um perigo. Perdoar não obriga ninguém a continuar sendo ferido; limites sábios e, quando necessário, ajuda profissional e pastoral fazem parte de uma vida saudável.
Para praticar hoje
- Pense em uma pessoa que ainda pesa no seu coração.
- Reconheça diante de Deus a dor, sem minimizá-la.
- Agradeça pelo perdão que você mesmo recebeu em Cristo.
- Peça a Deus ajuda para perdoar e para dar o próximo passo, que pode ser uma conversa, uma carta que você não vai enviar ou apenas oração.
Perdoar libera quem foi ferido da prisão da amargura. E o Pai, que perdoou tanto, vai com você.